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outubro 04, 2005
Para que não me esqueça II
As primeiras respostas vieram em Fevereiro de 2001. A Brown University primeiro, seguiram-se a Duke, a Cornell, San Diego, Carnegie Mellon, NYU e ainda mais algumas. Desde que recebi a resposta da Cornell, fiquei com a quase certeza de que seria essa a minha Escola. Em meados de Março, recebo as primeiras rejeições. MIT, Princeton, Harvard, Yale, Columbia. Cada vez se tornava mais óbvio de que iria parar à Cornell.No dia 1 de Abril decidi-me pela Cornell. Bastou um e-mail para os avisar. Dou-me conta que passo a pertencer a uma comunidade imensa. Notícias com descobertas científicas que envolviam a Cornell eram semanais. E eu que nunca tinha dado conta...
Nas semanas seguintes, o correio que recebia de Ithaca era quase diário. Ora com a descrição das vacinas que eu deveria ter, ora com informações sobre o mercado de arrendamento, ora com convites para me inscrever no grupo de teatro. As burocracias necessárias para obter o visto de entrada para os EUA foram tratadas com celeridade.
Em 20 e poucos de Agosto vou para Ithaca. A minha cunhada e o meu irmão mais velho, o Artur, levaram-me num automóvel alugado. A Sandra foi comigo. Chegámos ao anoitecer. Tirámos fotografias junto aos portões de entrada da Cornell (mais tarde apercebi-me de que nos tínhamos enganado nos portões...). Jantámos no Charriot. Há umas semanas, quando me vim embora, também lá quis jantar, mas tinha fechado.
No dia seguinte, o Artur seguiu. A Sandra ficou.
(cont.)
Publicado por L. Aguiar-Conraria às outubro 4, 2005 01:27 PM
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Comentários
Fostes para Cornell depois de receberes a bolsa da FCT ou primeiro tiveste que ser admitido em Cornell para te candidatares à FCT?
Publicado por: PJ às outubro 4, 2005 01:41 PM
Caramba, ainda há pouco regressaste e já estás a escrever as memórias! Imagino o que terás para dizer daqui a uns 20 anos... ;o)
Ah, que inveja, uma universidade preocupada com os seus novos alunos e que envia e-mails diários!!! É, de facto, um outro mundo... (suspiro)
Publicado por: DK às outubro 4, 2005 02:07 PM
PJ
Se bem me lembro, uma pessoapode candidatar-se sem ter sido aceite, mas apenas nos dão uma resposta depois de entregarmos a carta de aceitação. Este esquema favorece quem se candidata a universidades americanas, porque estas respondem mais depressa.
DK
Não pretendo escrever memórias. Penso que o meu blogue foi interessante para quem pensa estudar no estrangeiro. Fazendo uma série de ‘posts’ descrevendo a minha experiência, posso arrumar o assunto e passar a escrever sobre outros assuntos (ou sobre osmesmo mas de uma outra perspectiva).
O correio que a que me referia era físico e não electrónico.
Publicado por: LA-C às outubro 4, 2005 04:37 PM
espero os próximos capítulos :)
beijos.
Publicado por: moriana às outubro 4, 2005 05:40 PM
«Em meados de Março, recebo as primeiras rejeições. MIT, Princeton, Harvard, Yale, Columbia.»
Fiquei curiosa em relação aos critérios de aceitação / rejeição dessas universidades de élite. Serão "apenas" os resultados do GRE? O CV do candidato? A entrevista (quando existe)? A idade?... O que pesará mais, na tua opinião?
Publicado por: DK às outubro 4, 2005 11:14 PM
Luís,
Sendo tu um "homo economicus", tal como todos nós...explica-me qual a racionalidade de te candidatares a uma série de Universidade, pagares as taxas de candidatura, se em algumas delas já sabias, à priori, que não entravas?
Publicado por: MM às dezembro 29, 2005 03:02 PM
Essa e' que eu nao percebi! Como e' que haveria de saber que nao seria aceite em algumas delas?
Publicado por: LA-C às dezembro 29, 2005 03:19 PM
Luís,
Pelo que sei, Harvard é um bocado díficil...
Publicado por: MM às dezembro 29, 2005 04:23 PM
Tao dificil como o MIT, onde esta' uma portuguesa a fazer doutoramento com Olivier Blanchard.
De qualquer forma dificil nao e' equivalente a impossivel, o que estava implicito na pergunta que me fizeste.
Publicado por: LA-C às dezembro 29, 2005 04:32 PM
Luís,
Por isso mesmo é que te questionei. Essa colega que está no MIT foi minha colega de curso. Aliás, ela tb. entrou em Chicago...E ela é simplesmente excepcional, ou melhor, ela dedica-se 48h/dia (!) a estudar...Não te conheço, mas não é facil encontrar pessoas com a capacidade de trabalho e dedicação que ela possui.
Publicado por: MM às dezembro 29, 2005 05:09 PM
A resposta a' tua pergunta e' simples. A priori nao me candidatei a nenhuma universidade na qual nao considerasse que tinha hipoteses de entrar.
falaste em Chicago. Ainda ha' dois anos houve um portugues que se doutorou em Chicago.
Ricardo Reis, outro portugues, tambem se doutorou em Harvard recentemente.
Nao ha' motivo nenhum para considerar, a priori, que nao ha' hipoteses de se entrar onde quer que seja.
Publicado por: LA-C às dezembro 29, 2005 05:10 PM
Interessante a pergunta de porquê candidatar-se a várias universidades. Como adolescente inconsciente candidatei-me apenas a Princeton e entrei, só mais tarde me apercebi dos riscos que estava a correr. O processo de candidaturas também serve para conhecermos melhor o "mercado" académico, e para nos conhecermos melhor a nós próprios, isto é para abrirmos várias portas e para espreitarmos lá para dentro e para dentro de nós. Os melhores resultados não dependem de nós, mas dificilmente se conseguem sem o nosso esforço.
Publicado por: Micas10 às janeiro 24, 2006 03:01 PM
Micas10
No teu caso, se entraste em Princeton, apesar de não saber qual a tua área de estudos, atrevo-me a dizer que a aposta não correu nada mal. Muitos parabéns
Publicado por: LA-C às janeiro 24, 2006 03:15 PM