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outubro 05, 2005
Para que não me esqueça III
Limitámo-nos a vaguear pelo campus. Extraordinário. Um dos mais bonitos dos EUA. Até hoje, ainda não consegui ter uma ideia exacta da dimensão daquela universidade.
A Cornell não tem mais do que 13 mil alunos de licenciatura. Qualquer universidade pública em Portugal tem mais. Coimbra tem mais de 20000, o Minho terá quase 20000, Aveiro idem. Tantos edifícios, tantos professores, tantas piscinas, tantos ginásios, tantos campos desportivos. Ia-se tornando claro que tinha entrado numa outra dimensão.
No segundo dia, apresentei-me no departamento de Economia. Troquei umas palavras com o director do doutoramento. Um tipo bronzeado, cara aperfeiçoada com cirurgia estética. O sorriso, permanente, poderia ser natural ou provocado pela cirurgia plástica. Nunca chegámos a um consenso a esse respeito.
Uns dias depois, o Artur e a Catarina param por Ithaca para me levarem a Sandra. Entregue a mim.
Em Agosto, a Cornell chamou os seus alunos do primeiro ano para uma Escola de Verão. O objectivo era harmonizar os conhecimentos de matemática dos seus alunos. Três semanas intensivas de matemática. Por engano, nunca me informaram de nada. Não frequentei o curso. No início do ano os grupos já estavam formados. Eu era um estranho que tinha chegado umas semanas atrasado. Felizmente, os americanos são muito bons a receber estranhos. Imediatamente me integraram no seu grupo. Um grupo que iria ficar até ao fim: o José, a AJ, a Debbie, o Patrick, o Mathis, ChingMei.
(cont.)
Publicado por L. Aguiar-Conraria às outubro 5, 2005 10:52 AM
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