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novembro 01, 2005
Ota e TGV, onde estão?
O mês de Outubro acabou ontem. Alguém me pode dizer onde estão os estudos sobre a viabilidade o TGV e do aeroporto da Ota? Se não me engano o governo tinha prometido divulgá-los durante o mês passado.
Não me refiro a novos estudos (e que, eventualmente, estarão atrasados), refiro-me àqueles que estavam feitos há meses e que já tinham custado 12,7 milhões de euros.
Há uns tempos, fiz uma pergunta a Vital Moreira que delicadamente repito agora: não é inconstitucional o governo reter os estudos que justificam o investimento na OTA?
Adenda: BrainstormZ teve a delicadeza de me dizer quais os artigos da Constituição da República que, eventualmente, serão relevantes para analisar esta questão. Aqui estão eles.
Publicado por L. Aguiar-Conraria às novembro 1, 2005 09:50 AM
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Comentários
são questões destas que fazem um grande número de pessoas perder a confiança nos políticos e nas políticas em geral. realmente, assuntos tão delicados e polémicos são tratados de uma forma um tanto “obscura”, o que é péssimo, a meu ver.
Publicado por: joãoG. às novembro 1, 2005 12:40 PM
E' inconstitucional e e' um estimulo ao descredito do mundo politico portugues. Nao que esse descredito, inegavel e a subir em flecha, necessite de mais estimulos, nao, mas ainda assim eles continuam a chegar em catadupa.
O que vale e' que a gente tem esperanca, a gente. Esperanca que uma rabanada de vento, portadora de um pequenino grao de bom senso, entre por uma janelita entreaberta de Sao Bento em dia de vendaval. Esperanca.. Uma rabanada assim arejada e fresca que traga um pequeno resquicio de lucidez a quem tanto poder detem. A gente tem esperanca e por isso a gente pergunta. Pergunta, a gente.... a gente pergunta... e as respostas tardam em chegar...
Parafraseando o poeta e' urgente uma resposta no ar, e o amor tambem. O amor e o respeito dos politicos pela gente que os elege. Respostas precisam-se. Muitas, solidas, estruturadas, justificadas, repensadas, destiladas. Respostas precisam-se. Honestas, transparentes, sinceras, cristalinas. Podem ate' ser respostas de vidro, mas venham as respostas. O vidro quando se parte deixa espaco a uma resposta melhor, mais forte, mais resistente, mais fundamentada. Respostas precisam-se.
Assinado: Agente menente sem dente nem pente
Publicado por: ver às novembro 1, 2005 12:40 PM
Eles estão com a batata quente nas mãos!!!
Publicado por: mfc às novembro 1, 2005 03:48 PM
Eles estão é com a batata quente entalada a meio do esófago de tanto querer engolir.
Publicado por: nuno barata às novembro 1, 2005 10:29 PM
Vital Moreira, esse bairrista da descentralização.
Publicado por: nuno barata às novembro 1, 2005 10:30 PM
Que venha alguém, de preferência que não seja um político profissional ou amador, que faça uma gestão dos dinheiros públicos com bom senso, com senso comum, como se da própria casa se tratasse. Se numa casa houver falta de dinheiro, não é retirando ou diminuindo drasticamente as mesadas aos filhos enquanto os pais resolvem comprar um Ferrari a prestações, que resolvem a crise das finanças.
Aqui, em POrtugal, é isso que se está a fazer.
Corta-se nos pequenos pecúlios da gente miúda para se fazerem gastos sumptuários com os grandes figurões.
Por exemplo, os polícias. Têm ar de ser uns grandes priviligeados? POis, não. Mas este ano, cortaram-lhes nas reformas, na idade de reforma, no sistema de saúde, etc. E os enfermeiros? TAmbém são uns previligeados? E os funcionários públicos dos tribunais e das repartições de finanças, que trabalham soterrados em pilhas de toneladas de papeis, porque não há gente suficiente para dar andamento aos processos e ainda dizem que vão ser reduzidos porque "há funcionários públicos a mais"?
Enquanto isso, há dinheiro a rodos para pensões vitalícias a quem passou por um par de aninhos por um qualquer cargo público a acumular com outro vencimento qualquer, porque esta gente tem múltiplos talentos, principalmente, para bem se governar. Há dinmheiro a rodos para fazer estádios de futebol que estão às moscas, há dinheiro a rodos para por de lado um aeroporto que está ainda em muio boas condições e onde se gastou muito dinheiro nos últimos anos, há dinheiro a rodos para fazer de raís um novo sistema de comboios, quando os que existem andam às moscas, porque não têm ligações adequadas aos outros meios de transporte (mais uma vez, por deficiente gestão).
Publicado por: homoclinica às novembro 2, 2005 10:07 AM
E enquanto todos os outros continuam a discussão sobre a Ota e o TGV (porque já leva várias eleições), Manuel Alegre é o único que nos poderia fazer pensar (a sério) na inauguração da estação espacial de Coimbra. Das fábricas de alimentação encapsulada. Dos sapateiros e dos alfaiates "on-line". Lá para 2020. Quando precisarmos de ainda mais doutores em química, em biologia, em astrofísica, em matemática, em "design", em linguística. E, de sapateiros, alfaiates, torneiros, maquinistas, e economistas. Quando o nosso problema mais sério fôr a escolha do emprego, e não o des-emprego.
Quando me ponho assim a pensar, até o Manuel Alegre parece um economista (dos da Ordem, entenda-se!) ...
Publicado por: F às novembro 2, 2005 10:15 AM
???
Publicado por: jpt às novembro 2, 2005 11:09 AM
Vamos a ver se deixam de nos considerar parvos! Se foi tomada já a opção de construir a OTA e o TGV é porque já há estudos feitos. Se os há porque é que não são divulgados ? Será que só depois das eleições para a Presidencia da República é que eles poderão ser divulgados, não vá o diabo tecê-las e vir-se a descobrir que o novo Presidente da República, por acaso, até têm uns terrenitos na OTA !!
Publicado por: Manuel Castelo Branco às novembro 2, 2005 09:52 PM
Se porventura os estudos disponíveis associam uma rendibilidade duvidosa aos grandes investimentos da OTA e do TGV, e como o Governo pretende envolver privados em parcerias para levar a cabo esses investimentos, pode ser proveitoso, sob a óptica governamental, dificultar o acesso público aos dados...
Essa estratégia é parecida com a do Euro 2004: a administração central envolveu as autarquias no financiamento dos estádios, embora soubesse que isso significava um fardo pesado e inútil para uma boa parte dos municípios.
Publicado por: Rui às novembro 2, 2005 11:37 PM