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fevereiro 23, 2006

Serão as actrizes mais bonitas melhores actrizes?

Scarlett JohanssonSerão as actrizes mais bonitas melhores actrizes? Fui há uns tempos ver o último filme de Woody Allen. Sozinho. Quando o filme acabou fiquei num estado de exaltação tremenda. Imediatamente avisei o Fernando de que tinha de ir ver o filme. Responde-me que esperaria que saísse em DVD. Não pode ser, tem de ser visto em tela gigante.
 
Perguntou-me se o filme era assim tão bom. O filme? Que filme? O filme que foste ver! É pá, não vi filme nenhum, só vi a Scarlett Johansson. Tens de ir vê-la, vai vê-la, mas ainda aí estás?
 
Ao fim de uma semana, ainda não tinha ido. Andava desconfiado com tantas ossanas que se cantavam ao filme. Num esforço final, faço um download de uma fotografia da Scarlett Johansson e enviei-lha por e-mail.
 
Desde então, sempre que quero apagar a foto do meu disco duro, deparo-me com esta pergunta: Are you sure you want to send ‘Scarlett Johansson’ to the Recycle Bin? Aponto para o “yes”, mas carrego no “no”. Pedi à Sandra para apagar o ficheiro. Num toque de sadismo carinhoso, recusa-se a apagar a fotografia. Ao menos deu resultado?, perguntou-me ela.
 
Vejo na página do Fernando que deu. Foi ver o filme. Escreveu sobre o filme, sobre Londres, e sobre as teorias de Rawls de justiça social. É o que nos separa. Ele vê o filme e acaba a dissertar sobre capitalismo anglo-saxónico, justiça social e filantropia. Por isso é ele o director do Departamento de Economia, mas eu sou mais feliz.

Match Point de Woody Allen: classes “altas” em Londres

Fui, finalmente, ver o último filme de Woody Allen. Nos últimos meses não tem sido fácil ir ao cinema (é um problema que tenho há uns anos, mas que se agravou). Há filmes que não perco no cinema e, normalmente, vou logo no dia em que estreiam num cinema perto de mim. O dvd e o meu sistema home cinema são um bom substituto na maior parte dos casos. Os últimos filmes do Woody Allen incluem-se naqueles. Tinha assim planeado ver o Match Point em casa com a Anabela (ao cinema vou quase sempre, e há muitos anos, sozinho), mas o meu amigo Luís Aguiar enviou-me uma prenda que me convenceu a ir na sexta-feira à sessão da meia-noite.

O filme valeu a pena (para além da Scarlett Johansson) porque me fez rever Londres e concluir que as classes altas (que reconfortante) passeiam pelos mesmos sítios onde eu gostava de passear (embora alguém, certamente de classes altas, tenha escrito que o filme não retratava adequadamente o modo de vida das classes altas). É claro que em Convent Garden eu ficava nos Upper Slipps, bem encostado ao tecto, aliás lindíssimo. E ao cinema Curzon só ia às segundas-feiras. E que aquelas vistas para o Tamisa só as tive da Tate Modern, embora me recorde de ter pensado que aqueles apartamentos onde o casalinho vivia deviam ser bem interessantes. Nem o passeio por Green Park faltou, embora se pudesse ter estendido a Hyde Park e Kensington Gardens, com uma passagem (de borla) pela Serpentine.

São estas as vantagens do capitalismo selvagem do tipo anglo-saxónico, onde a maior parte dos museus e galerias, incluindo as mais importantes, são de entrada livre, as áreas verdes imensas, dentro de uma das cidades com o metro quadrado mais caro do mundo (qualquer autarca português teria já feito um condomínio fechado em Kensigton Gardens, com campo de golfe em Hyde Park), com o povo de Londres a enchê-los ao fim-de-semana. Um estudante bolseiro da FCT como eu podia fazer um intervalo nos meus trabalhos para ir à National Gallery ou ao British Museum, porque custava nada. E à noite ir a Convent Garden ou ao Barbican Centre (aqui custa mais qualquer coisa).

É claro que nos podemos perguntar se é justo toda a gente pagar impostos para que aqueles bens e serviços possam ser oferecidos a preços muito baixos ou gratuitamente, quando a maior parte dos seus consumidores pertencem às tais classes altas – vivem quase todos em Central London ou no estrangeiro. Seguindo o princípio de justiça as fairness de John Rawls eu diria que sim, que é justo. Eu seria uma pessoa certamente muito diferente se não tivesse tido acesso a todos aqueles bens e só tive acesso àqueles bens porque eram oferecidos gratuitamente ou a preços muito baixos. Não sabendo eu a priori em que classe ia nascer, gostava de ter garantido o direito de acesso àquele mundo. Importa no entanto notar que Convent Garden, a National e o British Museum são em grande parte financiados por filantropos, tendo muitas salas ou alas ou corredores os nomes dessas pessoas.

E acabei por não falar do filme, mas que se pode resumir a uma (soap) opera, adaptada livremente de Crime e Castigo de Dostoievski, com o Chris a fazer de Raskolnikov, que mata velinhas e se amargura, mas com mais sorte.

Fernando Alexandre

Publicado por L. Aguiar-Conraria às fevereiro 23, 2006 12:20 PM

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Comentários

Ah, aqui ja' estou totalmente de acordo!

Ainda assim, a Monica Bellucci e' melhor actriz do que a Scarlett (que nao e' nada ma' actriz).

Publicado por: MP-S às fevereiro 23, 2006 12:31 PM

Ah ah ah! (Ela é de facto muito bonita, e sexy, para além de ser uma actriz bastante razoável. Some girls have it all.)

Publicado por: Sara às fevereiro 23, 2006 01:11 PM

Luís, cuidado que aqui o problema de auto-selecção é muito forte. Todos sabemos que uma actriz bonita vende bem, e o móbil da indústria de cinema é vender. Logo, ainda que a beleza não seja condição suficiente para o sucesso, é muito muito concorrente (embora não chegue a ser necessária). Ou seja, dentro da pool de actrizes de sucesso, haverá uma percentagem de actrizes bonitas grande.

Quanto à Scarlett, aqueles lábios podem servir para muita coisa mas não para beijar uma boca, lamento discordar. E tem kilos a mais, embora admita que esta foto está muito boa e disfarça os braços não tão elegantes quanto isso.

Achei o desempenho dela no Match Point muito fraquito. Ela de sexy nem tem muito: é mesmo "sexual". E, dentro do género, muito "pesadona" para o meu gosto. Gira, sim. COm alguma graça. Mas, bolas, miúdas mais giras que ela vê-se quase todos os dias (ok, não em Inglaterra, mas, por exemplo, em Lisboa).

Acho, aliás, muito giro o fenómeno da "popularidade", que faz de qualquer bicho careta que vira popular "muito giro", seja um jogador de bola, cantor semi-pimba, actriz de novela, e por aí afora. Ou então sou eu que sou demasiaod consciente e tento manter a imparcialidade e não ir nessa tal onda de exagerar as coisas (como pelos vistos acontece com os professores).

Publicado por: Tiago Mendes às fevereiro 23, 2006 02:38 PM

Outras actrizes ainda melhores: Irene Jacob, Juliet Binoche, Ingrid Bergman,... alem de excelentes actrizes, tambem eram/sao muito bonitas.

Publicado por: MP-S às fevereiro 23, 2006 02:52 PM

“Luís, cuidado que aqui o problema de auto-selecção é muito forte. (...)”
Cuuidado com quê? Eu fiz alguma análise económico-econométrica-causal sobre a Scarlett? Confesso as minhas limitações...

Quanto ao que dizes sobre a Scarlett, enquanto atriz. Podia contra-argumentar com o encantador de cavalos, ou de qualquer outra forma, mas penso que basta olhar para as fotografias para perceber que é uma actriz excepcional.
Aceito que tenhas opinião diferente sobre a Scarlett, mas este é um assunto que cai na categoria de assuntos que me recuso a discutir, porque só participo em discussões quando estou disponível para mudar de opinião. Assim calo-me.

MP-S
Não esquecer a Nicole Kidman no Moulin Rouge.

Publicado por: LA-C às fevereiro 23, 2006 02:59 PM

http://www.bergmanorama.com/repertory/harriet_andersson_gallery.htm

Se nao incluem a Harriet Anderson, entao nao percebem nada de actrizes... nem de ferias de Verao!

Publicado por: MP-S às fevereiro 23, 2006 02:59 PM

A "Nicole Kidman" pode ser no Moulin Rouge, ou outro filme!

Publicado por: MP-S às fevereiro 23, 2006 03:01 PM

No Moulin Rouge estava particularmente divina.

Publicado por: LA-C às fevereiro 23, 2006 03:03 PM

"No Moulin Rouge estava particularmente divina."

Discordo, mas talvez tenha sido o "efeito" do filme. Divinal estava no "Eyes wide shut", só aquela cena inicial é de parar a respiração...

"“Luís, cuidado que aqui o problema de auto-selecção é muito forte. (...)”

Cuuidado com quê? Eu fiz alguma análise económico-econométrica-causal sobre a Scarlett? Confesso as minhas limitações..."

Calma, homem... estava apenas a apontar algo que pode passar ao lado de alguns leitores, não de ti certamente. Dirijo-me a ti como forma meramente "discursiva" :) Já sabes que eu tenho tendência a pegar nas coisas mais leves de forma séria (vide a polémica dos "pasteleiros" no Insurgente).

"Quanto ao que dizes sobre a Scarlett, enquanto atriz. Podia contra-argumentar com o encantador de cavalos, ou de qualquer outra forma, mas penso que basta olhar para as fotografias para perceber que é uma actriz excepcional."

Querias dizer "actriz" ou "mulher"? "Excepcional" ou "lindíssima"? É que só de fotografias é difícil tirar algo mais do que isso, creio...

"Aceito que tenhas opinião diferente sobre a Scarlett, mas este é um assunto que cai na categoria de assuntos que me recuso a discutir, porque só participo em discussões quando estou disponível para mudar de opinião. Assim calo-me."

Fair enough. Realmente nestas coisas ninguém muda de opinião, a partilha das mesmas é mesmo só pelo prazer de "bater bolas".

abraço,

Publicado por: Tiago Mendes às fevereiro 23, 2006 03:46 PM

"Querias dizer "actriz" ou "mulher"? "Excepcional" ou "lindíssima"? É que só de fotografias é difícil tirar algo mais do que isso, creio..."

:) E' aqui que discordamos. Basta olhar para a fotografia dela para perceber que e' uma actriz excelente, uma mulher inteligentissima que le imensos livros interessantes!

PS. Ja' agora, quando ha' pouco disse que aceitava as minhas limitacoes, nao estava a espingardar, estava apenas a assumir a minha irracionalidade sobre este assunto

Publicado por: LA-C às fevereiro 23, 2006 03:49 PM

":) E' aqui que discordamos. Basta olhar para a fotografia dela para perceber que e' uma actriz excelente, uma mulher inteligentissima que le imensos livros interessantes!"

Ai, que isso até podia soar a misoginia... para quem não te conheça minimamente, claro.

"PS. Ja' agora, quando ha' pouco disse que aceitava as minhas limitacoes, nao estava a espingardar, estava apenas a assumir a minha irracionalidade sobre este assunto"

Sim, eu diria "a-racionalidade", e nem te queria desafiar para definires "irracionalidade", porque isso dava-te o Nobel da Economia certamente ;)

Publicado por: Tiago Mendes às fevereiro 23, 2006 04:02 PM

Bem, fazendo uma ponte com o post anterior, eu diria que a Scarlet seria, de certo, uma BOA professora. Também gostei muito do filme, com a criatividade habitual do WA e sem a sua habitual presença. Depois o modo com se desenvolve o enredo é original e excelente. Mas confesso que a Scarllet não me enche as medidas, embora estivesse amplamente disponível para que ela me mudasse a opinião :p (a monica belluci é bem melhor!)

Publicado por: ricardo às fevereiro 23, 2006 04:03 PM

:)
Posso sempre pedir ao PJ uma ajuda para definir irracionalidad. Ele que e' de psicologia tera' algo a dizer.

Publicado por: LA-C às fevereiro 23, 2006 04:04 PM

Mas tu e o Fernando não têm mais nada que fazer? Então esses papers?
:)

Publicado por: Vasco Gabriel às fevereiro 23, 2006 05:17 PM

Vasco
E se te deixasses de tretas e criasses um blogue?
EScreverias a meias com a tua mulher e chamar-se-ia pautas economicas

Publicado por: LA-C às fevereiro 23, 2006 05:52 PM

O Luís sugere o meu nome para dizer algo sobre irracionalidade. Embora os "psis" se fartem de falar de comportamentos e procedimentos
i(racionais), essa é uma questão mais filosófica do que psicológica. De modo que sugiro a minha colega e filósofa Sofia Miguens como a pessoa mais indicada para dizer algo substantivo sobre a matéria. Tanto mais que até escreveu um livro sobre o assunto, publicado na Campo das Letras, intitulado Racionalidade. E já que estámos a falar da Scarlett Johansson sugiro que cliquem em http://www.trolei.net/tr04_miguens.htm e constatem que se é certo que a fealdade e a excelência filosófica conheceram vários casamentos perfeitos, de que Sócrates constitui o exemplo maior, nem sempre tem que ser assim...

Publicado por: PJ às fevereiro 23, 2006 06:56 PM

"Pedi à Sandra para apagar o ficheiro. Num toque de sadismo carinhoso, recusa-se a apagar a fotografia. Ao menos deu resultado?, perguntou-me ela."
A Sandra tem muito bom estômago! Melhor do que eu! Que já passei pelo mesmo ...
Não estava à espera que uma pessoa que até agora me pareceu tão racional diga coisas como esta:
"Basta olhar para a fotografia dela para perceber que e' uma actriz excelente, uma mulher inteligentissima que le imensos livros interessantes!"
Só pode ser brincadeira!
Mais um post de humor...onde muitos caem!

Publicado por: homoclinica às fevereiro 23, 2006 11:48 PM

Hoje em dia só as actrizes mais bonitas podem ser as melhores, porque pura e simplesmente as menos bonitas não têm oportunidade de mostrar o que valem. É um problema de visibilidade e tempo de antena (ou de palco, ou de tela).
Uma questão que afecta sobretudo o mundo feminino, mas que caminha também a a passos largos para se instalar definitivamente no mundo masculino.

Publicado por: AJM às fevereiro 24, 2006 12:22 AM

Scarlett não é propriamente um exemplo de beleza canónica, mas é sem dúvida um exemplo de volúpia. Os seus lábios carnudos e formas arredondadas não combinam com pedestais. Para estes está reservada a beleza alva e porcelânica dos corpos esguios. Scarlett, pelo contrário, transpira sexo por todos os poros!
Por conseguinte, concordo contigo: Scarlett Johansson é uma excelente actriz!

Publicado por: AJM às fevereiro 24, 2006 12:39 AM

ainda não vi o filme, mas a Scarlett Johansson tá de facto lindissima e com muita sensualidade na foto, em relação ao "aulas com charme" onde se questiona se seriam as professoras mais bonitas melhores professoras, isso não sei responder pois nunca se viu nada de jeito na UM, mas uma coisa eu vos digo com uma prof assim nao faltava a nenhuma aula :)

não nos podemos esquecer da nossa Soraia Chaves a bela Amélia no crime do padre amaro, que também tá muito sensual num filme fantastico!

Publicado por: Cristiano às fevereiro 24, 2006 10:09 AM

"Embora os "psis" se fartem de falar de comportamentos e procedimentos
i(racionais), essa é uma questão mais filosófica do que psicológica."

Exactamente. E nela cabe muita coisa. É uma das minhas áreas preferidas (de leitura e investigação), embora não esteja a escrever directamente sobre isso. Obrigado pela sugestão.

Publicado por: Tiago Mendes às fevereiro 24, 2006 10:55 AM

Caro Luís,

Que vos pode dizer um velhote sobre este filme e sobre esta entrada de hoje?

Sobre a entrada e sobre todos estes comentários.Que a Sara foi a única mulher que comentou. Que os comentários sobre as entradas tratando de retretes costumam ser muito mais diversificados, sexualmente falando. Que vocês, rapazolas, andam por certo muito ocupados (e bem!) nos vossos estudos e trabalhos, e não têm tido tempo nem oportunidade para se excitar com outras coisas da vida. Que a fotografia da rapariguinha é bonita. Que só vou ao cinema com a minha velhota. Que quando era mais nova, era muito mais bonita que esta rapariguinha.

E fui! Fui ver o filme do Woody Allen também. Que também trata sobre a Londres que eu conheço bem. Que como diz o Fernando retrata mal a vida das classes altas. As classes altas inglesas não compram camisas na Ralph Lauren, na esquina da Elystan Street com a Fulham Road. Vão à Turnbull & Asser. À Jermyn Street. Coisas para casa, compram-nas (com frugalidade) no Peter Jones, em Sloane Square. Não têm casa (que parecia ser) perto de Notting Hill. Vivem em Belgravia, em Mayfair, ou pelo menos a leste da Sloane Street. Vão à ópera, como fomos aqui há umas semanas atrás (um saltinho a Londres que a minha velhota me ofereceu pelos meus anos) para vermos "La Traviata". [Uma Violetta americana, porto-riquenha mediana, mas um Alfredo (Carles Castronovo) que promete.] Mas sobretudo não andam nos restaurantes onde andam os actores americanos na Walton Street, ou na Draycott Avenue. E a "cottage", a "manour house" tinha todo o aspecto de ser alugada. [Nunca esquecer que o principal espectador deste filme é o "intelectual" do "upper west side" de Nova Iorque, a quem estes detalhes pouco importam!]

Quanto ao resto, é uma história sobre quão pouco nos separa dos animais. Que é como sempre muito bem contada.

Obrigado.

Publicado por: F às fevereiro 24, 2006 11:05 AM

Sara não foi a única mulher!!!

Publicado por: homoclinica às fevereiro 24, 2006 11:20 AM

PJ
Obrigado. Os teus contributos são sempre substanciais.

Homoclinica
“"Pedi à Sandra para apagar o ficheiro. Num toque de sadismo carinhoso, recusa-se a apagar a fotografia. Ao menos deu resultado?, perguntou-me ela."
A Sandra tem muito bom estômago!”

A Sandra guarda o estômago para coisas relevantes e não o gasta com brincadeiras inconsequentes e sem importância como esta.

“"Basta olhar para a fotografia dela para perceber que e' uma actriz excelente, uma mulher inteligentissima que le imensos livros interessantes!"
Só pode ser brincadeira!”

É brincadeira, mas tem um propósito, como quase todas as brincadeiras que aqui faço. Geralmente os preconceitos são ao contrário, é bonita logo teve de trabalhar menos para chegar onde chegou, tem uma cabeça vazia, só pensa em batons e perfumes, para não falar de ter ido para a cama com o realizador, etc, etc. Eu limitei-me a ilustrar o outro lado dos preconceitos.
Soa ridículo, não soa? Óptimo. Lembro-me duma colega minha de Coimbra, a Joana Pais, possivelmente a estudante mais bonita da Faculdade. Simultaneamente uma das melhores alunas (possivelmente a melhor). Lembro-me das invejas à volta dela, por várias vezes ouvi comentários sobre as notas dela, ao que eu respondia que bastava ir para a biblioteca para perceber. Ela estava lá, sempre a trabalhar.
Depois dos meus colegas se aperceberem disso passaram a estudar bastante mais, pelo que muitos subiram as suas médias no último ano.

AJM
“Por conseguinte, concordo contigo: Scarlett Johansson é uma excelente actriz!”

Ora aqui está uma opinião balizada e ponderada, como costumam ser as opiniões de AJM

Cristiano
Não sejas indelicado. Além disso não foi sobre as professoras de que falei, mas sim sobre professores e professoras. Interessante verificar que os efeitos são mais importantes para os professores, sugerindo assim que os alunos são mais ponderados do que as alunas... ;)

Caro F
A homoclinica é uma mulher. Visita o blogue dela que gostarás. Obrigado pelo carinhoso “rapazola” com que nos brindas. Foi muito bem-vindo. Quanto ao filme, gostei muito. Sobre as vidas das classes altas inglesas não me pronuncio, mas gostei muito de alguns pormenores e das referências ao “Crime e Castigo” que me desviaram do que seria o resultado final, um pouco à Mr. Ripley.

Publicado por: LA-C às fevereiro 24, 2006 12:03 PM

LA-C: este é daqueles posts que pode, à vontade, ficar por cá vários dias. Sabe sempre bem abrir o teu blog com esta foto e vir aqui mandar um piropo, igual.

Publicado por: ricardo às fevereiro 24, 2006 12:03 PM

"São estas as vantagens do capitalismo selvagem do tipo anglo-saxónico, onde a maior parte dos museus e galerias, incluindo as mais importantes, são de entrada livre"

Parece-me que existe aqui uma contradição. Não foi o capitalismo selvagem que propiciou os deleites do Fernando (e meus, o Birkbeck era a 5 minutos do British e a 10 da National, uma sala de cada vez que lá ia, assim, devagarinho...). Foi uma política Labour tradicional, que só se concretizou em 99 ou 2000 se não estou em erro.
Eu sei que o Fernando tem pouco tempo para comentar...

Publicado por: Vasco Gabriel às fevereiro 24, 2006 03:13 PM

Outra coisa que me impreesionou no filmne, no retrato que faz da classe alta inglesa, é o que eles bebem!

Publicado por: ricardo às fevereiro 24, 2006 03:37 PM

É verdade Vasco, tenho pouco tempo, mas o Luís já me tinha dito que tinhas postado uma pequena provocação; como te devo um comentário dos tempos do Pulo do Lobo, vou comentar-te.

O BM e a NG, em 1998, já eram à borla. Os parques são desde meados do século XIX, ou seja, muito anteriores às políticas labour (essa de chamares 'política labour tradicional' a uma política do Tony é que eu não esperava).

O Blair é basicamente um liberal (de esquerda, usando uma designação antiga) que, por isso, conhece as virtudes do mercado e que sabe que só este pode criar a riqueza suficiente que permite alguma redistribuição que torne a vida em sociedade decente – estava em Londres quando ele andava em Oxford Street a tentar convencer os homeless a abandonar a rua e trocá-la por um lugar num centro social. Também o livre (ou quase) acesso aos museus, galerias ou óperas só é possível numa sociedade que crie a riqueza suficiente que permita oferecer esses bens a preços acessíveis para a classe média.

Mas o point do meu texto era outro (ou pretendia eu que fosse). É que quem tem acesso a esses bens são essencialmente pessoas das classes altas, ou dito de modo mais claro, os mais ricos. O que eu questionava era se faz sentido a classe média baixa andar a pagar impostos para suportar os luxos dos ricos (não se se pode chamar a isto uma política de esquerda, tipo labour tradicional). Por exemplo, em Portugal, faz sentido o Estado português atribuir largos milhões de euros ao S. Carlos para os lisboetas das classes altas terem acesso à ópera a preços baixos?

O outro point era que em Inglaterra, como nos Estados Unidos, existe uma tradição de mecenato (com raízes no protestantismo) que relativiza um pouco essa questão.

Mas Vasco, a razão porque não gosto de comentar é o tempo que já aqui estou e tu também (se aqui chegaste).

Publicado por: Fernando às fevereiro 24, 2006 10:40 PM

Comentando outros comentários: a Scarlett é uma mulher lindíssima, muito sensual, que estava deliberadamente sexual no Match Point (o que prova que também é boa actriz).
Mas concordo com a existência de outras, muitas, mulheres dignas de admiração: Juliet Binoche (acima de todas, talvez com a excepção da Monica Belluci), mas também a Andi Macdowell (no sex, lies and videotape), a Anna Karina (no vivre sa vie). E, felizmente, há muito mais.

Publicado por: Fernando às fevereiro 24, 2006 10:41 PM

Bem-vindo aos comentários do melhor blogue português.
Sim, a NG e o BM já eram de borla, mas não todos, lembro-me que o V&A, o Imperial War e outros pagavam-se antes de 99/00. A ideia desta política em concreto era de que todas as colecções públicas deveriam ser "gratuitas". Parece-me isto uma política Old Labour, mas posso estar enganado. Não nos podemos esquecer que o Deputy-PM é o "boxeur" John Prescott, que não é propriamente um clone (político) do Tony... Como diz o outro, há mais Labour para além do Tony...
Mas indo ao(s) ponto(s) do texto, duas notas: Concordo que é preciso deixar a economia funcionar livremente, mas ser depois necessária uma política de redistribuição, em termos latos, mas não generalizada (isto dá para muita discussão). Tu também pareces apreciar os resultados dessa redistribuição, embora a questiones. Por outro lado, e uma vez que tocaste no meu ponto "erógeno" (a ópera), eu também muitas vezes me questiono sobre esse tipo de política. Numa perspectiva estática, parece-me óbvio que a coisa não faz sentido. Numa perspectiva de optimização intertemporal (esta é private joke), pode-se argumentar que se mantém este tipo de bens culturais na esperança de o acesso a eles ser gradualmente mais aberto e generalizado. Sem preservar o gosto (ou o património), este morre. Se se extinguissem as orquestras em Portugal, com o argumento de que são caras, em poucos anos as pessoas deixavam de saber tocar e apreciar a música "so-called" erudita. É a lei de Say a funcionar.
Agora, tudo depende da taxa de desconto...

Publicado por: Vasco Gabriel às fevereiro 25, 2006 02:01 PM

Vasco,
sem dúvida que há fortes argumentos para financiar as artes ou, em termos mais latos, a cultura; o que eu questiono é quem paga o quê e para quem?

As políticas de redistribuição sempre as achei essenciais (acho que é o sentimento de qualquer pessoa civilizada), sobretudo as que procuram garantir o acesso a todos os cidadãos a bens como a educação e os serviços de saúde. O financiameno da ópera e, por exemplo, do cinema português, é que me parecem mais discutíveis. Acho óptimo que existam, mas acho que as classes altas, que são quem mais beneficia do usufruto desses bens, deviam contribuir mais para o seu financiamento.
Por exemplo, acho que a Fundação de Serralves é um excelente exemplo: tem um grupo muito importante de mecenas e tem um serviço educativo excepcional. Têm oferta e estão a criar uma procura (os nossos dois casos de capitais da cultura chegam para refutar a ley de Say aplicada à cultura).

Sinceramente, parecem-me estas ideias mais de esquerda do que direita (o que não me deixa nada preocupado). Mas talvez tudo se possa resumir a visões diferentes do que deve ser a justiça social.
A esse propósito, o Pedro Magalhães referiu recentemente na SIC-N que os resultados de um estudo indicavam que o eleitorado do BE era o menos sensível às desigualdades sociais em POrtugal. Não me surpreendeu. Aliás, presumo que uma parte importante daquele vá à ópera.

Publicado por: Fernando Alexandre às fevereiro 25, 2006 03:46 PM

Mas alguém percebe o que o BE quer? Tens tipos como o Nuno Ramos de Almeida do Aspirina B a falar dos malefícios do "nazismo e neoliberalismo", assim, na mesma frase (acho que omitiu o comunismo), que mais se pode esperar? São tipos perigosos, muito perigosos!

Publicado por: Vasco Gabriel às fevereiro 25, 2006 05:02 PM

Ok, aqui, definitivamente, estamos de acordo.

Publicado por: Fernando Alexandre às fevereiro 25, 2006 07:31 PM

Fernando
Poso concluir que és a favor do apoio estatal à cultura popular? Ao futebol, por exemplo...

Publicado por: LA-C às fevereiro 25, 2006 08:47 PM

Luís,
concordo que o Estado deve apoiar a cultura, nas suas mais diversas formas (o futebol faz parte da nossa cultura, mas é um desporto). Mesmo a ópera, como comecei por dizer no primeiro texto. E percebo que uma capital tenha de ter uma ópera.
Mas, falando no tal horizonte temporal longo que o Vasco referiu, acho mais importante investir em aspectos mais estruturais como o património urbanístico das nossas cidades, numa boa rede de bibliotecas e teatros municipais (a casa das artes de Famalicão é um excelente exemplo de como, quando bem geridos, os apoios à cultura podem dar óptimos resultados), e conservatórios.

E deve também financiar a cultura em parcerias com privados. Mas o caso do Joe Berardo parece confirmar a dificuldade do nosso Estado, ou quem o representa, em entrar em projectos desse tipo.

Publicado por: Fernando Alexandre às fevereiro 25, 2006 11:33 PM

Pois... Eu sou mais liberal do que voces dois. O estado serve para redistribuicao do rendimento, essencialmente parta evitar bolsas de pobreza. A longo prazo a forma mais eficaz, senao mesmo a unico, de fazer justica social e' investindo na Escola. Dai para a frente cada um faz com a sua escola o que quer. Subsidios ao teatro, aos livros, a' opera, 'as empresas, etc, etc, etc deveriam pura e simplesmente acabar.

Publicado por: LA-C às fevereiro 25, 2006 11:39 PM

"acho que as classes altas, que são quem mais beneficia do usufruto desses bens"

Isto e' apresentado como um dado do problema. Eu diria que isto e' o problema!

E ate' nao e' assim tao caro comecar a resolve-lo... basta acabar com os programas inenarraveis que passam nas televisoes (Big Brothers, 10 horas de futebol por dia, etc.) e introduzir programas de bom cinema, teatro, opera, jazz, remo, canoagem, etc. Puxar as pessaos para ir assistir e praticar essas artes/desportos. Usar um decimo do marketing que e' aplicado na promocao do resto, e talvez o numero de apreciadores/praticantes comece a aumentar. Talvez isto fosse ainda mais importante do que tentar criar universidades de elite em Portugal.

Publicado por: MP-S às fevereiro 26, 2006 10:20 AM

Perfeitamente de acordo com MP-S!
Bastava estender a programação de Canal 2 ao resto das televisões. Aqui, sim, o estado deve investir, para "puxar as pessaos" para outros temas mais interessantes. Divulgação científica. Actividades lúdicas que despertassem o gosto por assuntos culturalmente enriquecedores. Mostrar o lado interessante da matemática e acabar duma vez por todas com a imagem de papão que os meios de comunicação geralmente divulgam. Se as audiências diminuirem... paciência! Talvez as pessoas aproveitem o tempo livre para apanhar sol, passear. Sempre era mais saudável que ficar sentado no sofá a ver Big Brothers. Os gostos também se educam. Uma vez criado o gosto, naturalmente as pessoas pagariam para ir a um teatro, um concerto e não apenas a um futebol.

Publicado por: homoclinica às fevereiro 26, 2006 02:38 PM

“basta acabar com os programas inenarraveis que passam nas televisoes (Big Brothers, 10 horas de futebol por dia, etc.)”
“Bastava estender a programação de Canal 2 ao resto das televisões. Aqui, sim, o estado deve investir, para "puxar as pessaos" para outros temas mais interessantes.”

Importam-se de concretizar como seriam feitas estas políticas? Proibiam-se os programas por vós mencionados? De seguida, criava-se uma comissão de pessoas com bom gosto para escolher a programação das televisões privadas? Acho as vossas ideias perigosas e que espero que o país não caminhe para os vossos totalitarismos.

Publicado por: LA-C às fevereiro 27, 2006 09:43 AM

Luis, aquilo que parece comecar como uma pergunta acabe numa (quase?) acusacao de totalitarismo. Nao percebo porque.

Tu mencionas uma comissao para proibir programas... sem duvida, seria um grave atentado 'a liberdade de expressao, de imprensa e de informacao. Que seriam, nao duvido, acerrimamente defendidas pelos executivos dessas tv's privadas. Bom, para esses peditorios eu nao dou. Nem para o das proibicoes, nem para o da defesa da liberdade de imprensa via Big Brother et al.

Ficamos, entao, num dilema - o que fazer? Talvez criar uma boa rede de tv's e radios publicas ('a imagem da PBS e da BBC). Isto nao sequer original, como ves, nem constitui um ataque 'a liberdade imprensa. E tentar persuadir as pessoas em geral que existem valores necessarios para uma sociedade democratica desenvolvido e sustentavel. Um elevado nivel cultural medio, bons media que escrutinem o poder politico e economico, e que informem as pessoas do que realmente se passa em Portugal e noutras partes de mundo.

Publicado por: MP-S às fevereiro 27, 2006 10:11 AM

Caro MP-S
A minha reaccao foi excessiva e indelicada e quando ca' vinha apagar a minha resposta vi que ja' tinhas respondido, pelo que ja' nao apago o meu comentario. Agradeco o teu esclarecimento, mas realco que mesmo seguindo o teu modelo, continuamos a precisar de comissoes de bom gosto para escolher a programacao dos canais publicos, e de comissoes de isencao para escolher as noticias. Nao confio em comissoes para estas coisas... muito menos em comissoes que, de uma forma ou de outra, estao dependentes do poder politico. Tenho sempre a ideia que os meus dinheiros podiam ser mais bem gastos.

Publicado por: LA-C às fevereiro 27, 2006 10:22 AM

Luis, mesmo se exagerarmos nos comentarios, podemos sempre iterar e, assim, vamos progredindo aos poucos.

Julgo que essas comissoes sao sempre um problema, so' que acrescento que existem tanto nos publicos como nos privados. Mas ha' uma diferenca: nos privados, nao temos qualquer possibilidade (ou sequer o direito) de intervir; no publico, poderiamos criar uma serie de "buffers" entre o poder executivo e os media. Porem, e olhando a partir do referencial em que vivemos, estes canais publicos seriam algo que viria por acrescimo ao que ja' existe - nao seriam pois uma ameaca 'a liberdade de imprensa. A questao que se poe nao e', por isso, como garantir que nao se tornem uma especie de monopolio estatal; antes como e' que poderiam ser organizados de modo a constituirem uma mais-valia.

Como uma pista... devo dizer que embora partilhe da tua desconfianca relativamente a comissoes de bom gosto, tenho a impressao que a avaliacao da qualidade do teatro, do cinema, da literatura, da ciencia e' muito menos subjectiva do que se pensa (e, por outro lado, essas comissoes existem ja', informalmente ou nao, nos privados e nem sequer sao de bom gosto). De qualquer modo, este e' um desafio que devia ser levado a serio: como ser capaz de ir buscar um lote diversificado de pessoas em varias areas, e utilizar os seus talentos e experiencia para estimular uma sociedade aberta e um espaco publico vibrante. E' um problema de organizacao humana, e' um dos problemas basicos de uma sociedade democracia.

Publicado por: MP-S às fevereiro 27, 2006 10:41 AM

Concordo com o LA-C de que é na escola que reside a alavanca para a mudança de mentalidades. "É de pequenino que se torce o pepino". Temos um país que é iletrado e que não gosta de puxar pela cabeça. Por isso é natural que se goste desta "cultura", tipo pronto a vestir, onde imperam as novelas, os big-brothers, as revistas cor-de-rosa, etc, etc.

Publicado por: ricardo às fevereiro 27, 2006 10:59 AM

ó não percebi é o que é que isto tem a ver com a Scarllet. Ela que é um boião de cultura ...

Publicado por: ricardo às fevereiro 27, 2006 11:01 AM

Imperam as novelas, as revistas cor-de-rosa, etc. Pois. Em Inglaterra também há isso tudo, mais a Tate, a ópera, os jardins, etc., tudo pago, na maior parte pelo menos, pelo estado. A questão é se queremos dar uma parte dos nossos impostos a essa coisas inúteis. Por mim, claro que quero. Agora, queria ver-vos num país em que o estado não subsidiasse a cultura. Eram capazes de não se lamentar? Duvido.

Quanto à Scarlett Johansson, confesso que fiquei algo incomodado com o tom do post e dalguns comentários. Só a vi em dois filmes -- este Matchpoint e o Lost in Translation -- e logo a seguir um ao outro. Conclusão: a rapariga é óptima actriz, pela amostra. É muito bonita também -- mas vale a pena ver os dois filmes para perceber a capacidade dela de passar de gira a boazona. E a interpetação da personagem que ela encarna no Matchpoint está perfeita, e a transformação no final é notável. Aliás, do Woody Allen não seria de esperar outra coisa. Não vi outros filmes dela, mas só pelo Lost in Translation não me parecia que ela encaixasse tão bem no papel da boazona americana em Londres.

Publicado por: Pedro às março 3, 2006 08:36 PM

Pedro
Confesso que nao percebi o que te incomoda.
Quanto as qualidades da Scarlett como atriz concordo plenamente contigo. Ja' agora sugiro que vejas o Encantador de Cavalos, com o Robert Redford e com a Scarlett num papel de adolescente. E' um excelente filme, com o bonus de nos ajudar a compreender melhor a carreira da Scarlett Johanssen

Publicado por: LA-C às março 4, 2006 10:40 AM

"Vejo na página do Fernando que deu. Foi ver o filme. Escreveu sobre o filme, sobre Londres, e sobre as teorias de Rawls de justiça social. É o que nos separa. Ele vê o filme e acaba a dissertar sobre capitalismo anglo-saxónico, justiça social e filantropia. Por isso é ele o director do Departamento de Economia, mas eu sou mais feliz"

Luís, achei este comentário divinal. Já agora, alguém comenta que não acha a Scarlet assim tão bonita. Acho que muitos homens que visitam e lêem este blog adorariam ter acesso ao seu caixote do lixo !!! :-)

Publicado por: Sandra Lopes às março 9, 2006 08:42 AM

Bem, podem falar o q for, ainda vou adorar a Scarlet Johanssen......

Publicado por: Vanderlei às junho 3, 2006 02:01 AM